Grupo de adolescentes incendiou a cozinha do Centro São Miguel.
Advogado do Cedeca denuncia superlotação nos centros em até 400%.
Adolescentes detidos no centro para menores infratores São Miguel, em Fortaleza, realizaram uma rebelião na tarde deste sábado (17) e puseram fogo e colchões e nas celas. Esta foi a 5ª rebelião em centros para adolescentes do Ceará nos últimos sete dias; três ocorreram no São Miguel, e duas, no Patativa do Assaré. Não há registro de fugas.
De acordo com agentes presentes no São Miguel neste sábado, um grupo de adolescentes fez um buraco na parede que dava acesso à cozinha e incendiaram o local. O Corpo de Bombeiros controlou as chamas cerca de meia hora depois.
De acordo com agentes presentes no São Miguel neste sábado, um grupo de adolescentes fez um buraco na parede que dava acesso à cozinha e incendiaram o local. O Corpo de Bombeiros controlou as chamas cerca de meia hora depois.
Policiais do Comando Tático Motorizado (Cotam) entraram no local e contiveram a rebelião. Ainda de acordo com agentes que não quiseram se identificar, durante a ação do Cotam, alguns adolescentes foram atingidos por bala de borracha.
Em setembro deste ano, uma rebelião também no São Miguel destruiu parte da unidade. A Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) disse que várias medidas são realizadas pelo Governo do Estado para melhorar as condições de atendimento de jovens em conflito com a lei no Ceará. Entre estas medidas, segundo a STDS, estão a construção de três novas unidades, uma em Fortaleza, no Bairro de Canindezinho, cujas obras estão 99% concluídas; uma em Sobral e outra em Juazeiro do Norte, ambas com 50% das obras realizadas.
'Barril de pólvora'
Para o advogado do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) Acássio Pereira, a superlotação e a falta de atividades socioeducativas dos centros para menores em conflito com a lei são as principais causas das rebeliões constantes.
"Há um cenário de colapso, com superlotação de até 400%. Nem no sistema prisional tem esse número. Os internos não têm atividades socioeducativas, atividades de lazer e esporte. Eles passam praticamente 24 horas em celas lotadas. Isso forma o contexto das rebeliões", diz o membro da Cedeca.
Neste sábado, representantes do Cedeca e do Ministério Público se reúnem com integrantes do Sistema Judiciário e a vice-governadora do Ceará, Izolda Cela, para reivindicar melhorias no sistema de detenção para adolescentes.
'Barril de pólvora'
Para o advogado do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca) Acássio Pereira, a superlotação e a falta de atividades socioeducativas dos centros para menores em conflito com a lei são as principais causas das rebeliões constantes.
"Há um cenário de colapso, com superlotação de até 400%. Nem no sistema prisional tem esse número. Os internos não têm atividades socioeducativas, atividades de lazer e esporte. Eles passam praticamente 24 horas em celas lotadas. Isso forma o contexto das rebeliões", diz o membro da Cedeca.
Neste sábado, representantes do Cedeca e do Ministério Público se reúnem com integrantes do Sistema Judiciário e a vice-governadora do Ceará, Izolda Cela, para reivindicar melhorias no sistema de detenção para adolescentes.
Do G1 CE
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