Ele foi um dos jogadores mais talentosos do futebol mundial. Como técnico, trabalhou no Japão, Iraque, Turquia, Rússia, Grécia, Uzbequistão, Catar e atualmente está na Índia. Agora, Zico quer dar um salto maior. É pre-candidato à presidência da Fifa. Aos 62 anos, ele disse que só vai se manter na disputa se as regras atuais forem modificadas. A Fifa, envolvida em escândalos de corrupção, determina hoje que uma candidatura, para ser lançada, precisa do apoio mínimo de cinco federações nacionais.
Ele foi um dos jogadores mais talentosos do
futebol
mundial. Como técnico, trabalhou no Japão, Iraque, Turquia, Rússia,
Grécia, Uzbequistão, Catar e atualmente está na Índia. Agora, Zico quer
dar um salto maior. É pre-candidato à presidência da Fifa. Aos 62 anos,
ele disse que só vai se manter na disputa se as regras atuais forem
modificadas. A Fifa, envolvida em escândalos de corrupção, determina
hoje que uma candidatura, para ser lançada, precisa do apoio mínimo de
cinco federações nacionais.
"Não sou a favor disso. Não deve haver essa imposição. Uma pessoa que
reconhecidamente tenha sua trajetória no futebol poderia se candidatar
sem essa exigência", declarou Zico, em entrevista esta tarde no seu
centro de treinamento, o CFZ, no Rio. "Esse modelo vigente na Fifa
estimula a corrupção, compra de votos, troca de favores." Há duas
semanas,
Joseph Blatter
anunciou que vai renunciar à presidência da entidade, provavelmente até
dezembro, e assim passará a encaminhar o novo processo eleitoral.
Ex-jogador Zico concedeu entrevista coletiva para anunciar sua intenção de concorrer à presidência da Fifa
Foto: Pilar Olivares / Reuters
O ídolo do
Flamengo
contou que falou sobre sua intenção com Michel Platini, da Uefa, e
outros ex-atletas de peso e que recebeu o incentivo de muitos deles.
Para ele, se for comprovada irregularidades na escolha das próximas
sedes, as Copas de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar, devem ser
revistas. Durante a entrevista, Zico, por várias vezes, também se voltou
contra denúncias que atingem a CBF.
Ele se mostrou muito incomodado com o silêncio de pessoas de peso no
esporte nacional, com relação a episódios que envolvem a confederação.
Não citou nomes. "Há um silêncio constrangedor. E esse silêncio é muito
nocivo ao futebol." Até agora, o número 1 do mundo, o tricampeão
mundial Pelé, não se manifestou publicamente sobre casos de corrupção
que apontam para a a CBF.
Zico reiterou que recebeu um convite de Romário para um encontro
possivelmente até o final de junho. "O Romário quer juntar
Pelé, Ronaldo, eu, Cafu, Raí, Leonardo. Quer um movimento voltado para a
moralização do futebol nacional. Isso é muito positivo."
Depois de dizer não acreditar que o presidente da CBF, Marco Polo Del
Nero, não soubesse dos desvios que levaram à cadeia o vice da entidade,
José Maria Marin, Zico explicou por que preferiu a Fifa e não a
CBF. "Pelo que se vê, hoje é muito mais complicado entrar nessa briga na
CBF. Ali, quem manda são as federações." Ele criticou ainda o colégio
eleitoral da CBF. Fazem parte dele as 27 federações estaduais e os 20
clubes da Primeira Divisão. "Em vez de 47, deveriam ser pelo menos 150
eleitores, com a inclusão de clubes das Séries B, C e D, entre outros."
FONTE: PORTAL TERRA

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